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Nem sempre o problema é comportamental – Luiza Cervenka

Nem sempre o problema é comportamental

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Nem sempre o problema é comportamental

Dan/Creative Commons

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Algumas pessoas adquirem o cachorro e já contratam um adestrador. A ideia é deixar o animal comportado. Mas será que o mau comportamento ou fazer algo errado é apenas problema comportamental?

Uma das maiores dúvidas para quem tem um filhote é o famoso xixi e cocô no lugar certo. Como ensinar algo tão simples? Fácil! Contrata um adestrador que ele te ensina. Ou melhor, busque no Doutor Google, que ele mostra o que pode e o que não pode ser feito.

CASO 1

Recebi uma ligação solicitando uma consulta comportamental, pois o filhote de buldogue, recém adotado, não aprendia de forma nenhuma a fazer xixi no lugar certo. Já tinham contratado um adestrador, mas nada tinha funcionado.

schnaars/Creative Commons

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Chego a casa da família e me deparo com uma bolinha gorda, cheia de pelanquinha, cheirando a leite. Primeira coisa que ele fez ao me ver: xixi. Passados 20 minutos de consulta, ele agacha no chão e mais dez pingos de xixi. De repente um alarme soa na minha cabeça: “Luiza, ele faz xixi em todo lugar, o tempo todo, até na caminha” contou a tutora. Perguntei onde esse buldogue estava antes de ser adotado. “Ah, era uma casa que não cuidavam bem dele. Ele vivia numa lavanderia suja e não passeava” confessou a tutora.

Ai meu Senhor! Isso não é problema comportamental! Meu faro de bióloga, que queria ser veterinária, pediu para parar ali a consulta e ir a veterinária.

jimapics/Creative Commons

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Tchanam! A pequena bola de pelancas estava com infecção urinária. Nem o papa do comportamento animal conseguiria ensinar esse cachorro a fazer xixi no lugar certo, nessas condições. O médico veterinário ainda é o melhor amigo dos tutores e pets.

Caso 2

Recebo outra ligação. “Luiza, meu cachorro tem apresentado um comportamento horrível. Tenho até vergonha de contar. (pausa) (respiração profunda) Ele está comendo o próprio cocô” contou o tutor. Bem nessa hora eu já tenho vontade de explicar sobre coprofagia (hábito de comer fezes), mas aguardo o final do relato (não termina por aí). “Ele veio do canil com giárdia (parasita intestinal). Já fizemos todo tratamento e o cocô já está durinho. Bem agora ele começou a comer as fezes. Já dei aquele remédio que deixa o cocô com gosto ruim, mas não resolveu” continuou.

Muito simpática, expliquei rapidamente o que é a coprofagia e os motivos que acontecem. Enquanto explicava, mais uma vez, a intuição falou mais alto. Assim, sugeri que o tutor conversasse com a veterinária sobre a possibilidade de fazer um último exame de fezes, para fazer a consulta comportamental sem sustos.

Resultado: o cão ainda estava com giárdia (esse bicho é persistente). Fizeram todo o tratamento prescrito pela veterinária e após mais de um mês, voltaram a me ligar. “Luiza, ele não está mais com giárdia e continua com aquele comportamento horrível (coprofagia)” relatou o tutor.

petmutt/Creative Commons

petmutt/Creative Commons

Marcamos a consulta e perguntei: “como é a reação de vocês quando ele faz cocô?”. O casal humano fez a maior cara de nojo e se olhou para ver quem ia responder uma pergunta tão íntima. Nem precisavam responder. Já havia entendido tudo. O cão aprendeu que fazer cocô era errado. Assim, comia tudinho para que ninguém visse o que ele havia feito de errado.

Com uma nova conduta, após o cão fazer cocô, e alguns brinquedinhos, o cãozinho “porquinho” parou de comer as próprias fezes e todos viveram felizes para sempre (até onde eu soube).

Caso 3

Na ligação: “Luiza, minha gata está fazendo xixi no sofá. Já levei na veterinária e está tudo bem com a saúde dela. Você poderia vir aqui ajudar?” perguntou a tutora.

No dia da consulta, fiz inúmeras perguntas. Entre elas: “quantos anos tem a gata? Ela sempre fez xixi na caixa? A caixa sempre ficou no mesmo lugar? Você mudou algo na caixa?” As respostas a essas perguntas não acenderam nenhuma luz vermelha na minha cabeça. Até que, por fim, pedi para ver a caixa de areia da gata.

kanel/Creative Commons

kanel/Creative Commons

Além da pobre gata ser o triplo do tamanho da caixa, ela já estava ficando idosa. A caixa tinha areia de grão grossos e uma altura considerável. Para melhorar a situação, tinha uma borda na caixa, como se fosse uma moldura, na qual a gata se encolhia ainda mais para fazer suas necessidades.

Solução: adicionamos uma caixa de areia maior e com granulado mais fino. A gata voltou a fazer xixi direitinho. Mesmo assim, pedi para fazer acompanhamento com a veterinária. Três meses após a consulta, a gata apresentou problemas de articulação. Está medicada e leva uma vida normal.

Laura Bittner/Creative Commons

Laura Bittner/Creative Commons

RESUMO

Não basta conhecer as bases do adestramento para resolver os problemas comportamentais. É muito importante trabalhar conjuntamente com o médico veterinário. Só assim todos os problemas serão solucionados.

Luiza
Luiza
Luiza Cervenka é bióloga, com mestrado em Comportamento Animal (Psicobiologia) e pós graduação em jornalismo. Escreve no Blog Comportamento Animal do Estadão e é colunista pet no Link Record News.

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